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Esqueça os super-heróis: a Marvel fez uma série sobre abuso

Esqueça os super-heróis. “Jessica Jones”, nova parceria da Marvel com o Netflix, é uma série sobre abuso.

Não é novidade nenhuma que o caminho tomado pela Marvel na parceria com o serviço de streaming é mais ousado e realista do que as megaproduções para o cinema, mas a editora de quadrinhos/estúdio de cinema e TV foi bem mais longe em sua mais recente produção.

Jessica Jones (Krysten Ritter) é uma investigadora particular que adquiriu força sobre-humana após um acidente. Ela também está tentando se recuperar depois de ter ficado durante meses em poder de Kilgrave (David Tennant), um homem com a capacidade de controlar a mente de outras pessoas.

Kilgrave não é só um vilão com superpoderes –ele é uma metáfora amplificada de um homem abusivo. Na verdade, se ele não tivesse poderes, ainda assim seria capaz de causar muitos danos: é sedutor, manipula, usa violência e ameaças, chantageia, estupra. Também faz suas vítimas se sentirem culpadas pelo que ele as obriga a fazer.

Resumindo, ele leva ao extremo a crença misógina de que as mulheres são coisas que pertencem aos homens, que existem para satisfazê-los, que lhes devem obediência. O fato de que controla mentes só leva a um outro nível a ideia de que as mulheres –no caso, especialmente Jessica– não podem ter vontade ou vida própria.

Não é à toa que Jessica sofre de estresse pós-traumático e tem dificuldade em confiar em outras pessoas, assim como aconteceria a qualquer vítima de abuso no mundo real. Nem seus super-poderes podem ajudá-la com isso.

Não é todo dia que um produto da cultura de massa nos faz pensar sobre como é difícil lidar com nossos traumas e demônios, e nos lembra de quanto nos sentimos vulneráveis às vezes.

E é interessantíssimo que uma das empresas de entretenimento mais pop e lucrativas do mundo esteja levantando esse assunto para milhões de fãs, coisas que não se vê com frequência. Por isso, listei 5 motivos por que você deve parar tudo e ir já fazer uma maratona de “Jessica Jones” no Netflix! (E, se já fez, vai lá e assiste de novo!)

  1. É entretenimento pop! Assim como quase tudo que diz respeito à desigualdade de gênero, o abuso também costuma ficar restrito a filmes e outras produções pequenas, que nunca são vistas por tanta gente. E, principalmente, o assunto dificilmente é tratado com uma linguagem pop que atraia tantos jovens, muitas vezes bem alienadinhos, que nunca devem ter parado pra pensar uma vez sequer nas ameaças que rondam as vidas de tantas mulheres. Quem sabe vão parar pra pensar depois de ver “Jessica Jones”.
  2. É uma série sobre abuso e estupro que não mostra estupro. “Jessica Jones” trata do tema sem apelar para a violência sexual explícita, como fazem “Game of Thrones” e outras produções. Até porque é uma história sobre o que acontece depois do estupro, não sobre o estupro em si, como explicou a criadora da série, Melissa Rosenberg: “Nós todos sabemos como um estupro se parece. Já vimos muitas vezes na TV, usado como estimulante, e eu não tinha necessidade de ver isso de novo. Mas eu queria experimentar os danos que ele causa. Eu queria que o público realmente sentisse de forma visceral as cicatrizes que ele deixa”.
  3. A protagonista não só é mulher, mas também é complexa como quase nunca se vê no cinema e na TV. Não é sempre que vemos uma personagem feminina tão bem desenvolvida, cheia de nuances e áreas cinzentas, papel que não costuma cair muitas vezes no colo das atrizes, como já apontou a própria protagonista da produção. Jessica Jones não é nem um pouco fofa. É egoísta, cheia de falhas e vícios, antipática. Mas também é forte, independente, interessante. Não precisa usar sua sexualidade como artifício. Mas tem sexualidade e faz sexo casual sem culpa.
  4. As outras personagens femininas também fogem dos clichês. A melhor amiga, Trish (Rachel Taylor), surpreende justamente por fugir da imagem de mocinha loira, linda e frágil. A advogada para quem Jessica faz alguns serviços (Carrie-Anne Moss) é fria, poderosa e, por acaso, lésbica, quando o mais comum seria dar esse papel a um homem heterossexual. E ninguém é uma vítima indefesa, apesar de sofrerem coisas horríveis. Todas estão no comando de suas vidas.
  5. Mais diversidade também traz mais qualidade. Quando o cinema e a TV conseguem colocam mais diversidade em seus produtos, são obrigados a fugir dos modelos e clichês cristalizados pela indústria, o que quase sempre resulta em produtos mais criativos e diferentes do que já se viu antes. Não são só as “minorias” que se beneficiam por ver personagens com quem podem se identificar. Todo mundo sai ganhando.

Não vai ser nenhum esforço assistir a “Jessica Jones”, então corre lá. Agora. Já. Curta a série como o produto pop foda que ela é, mas também pense um pouquinho nas questões que ela levanta. Talvez você emerja da sua maratona não só com os olhos vermelhos de quem virou a noite no binge watching, mas também como um ser humano um pouquinho mais consciente.

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56 pensamentos sobre “Esqueça os super-heróis: a Marvel fez uma série sobre abuso

  1. Tô curtindo a série. 🙂 E a espinha dorsal da história é isso mesmo: Jéssica buscando recursos internos e externos para superar a culpa e o consequente controle que Kilgrave exerce sobre ela. E ainda há um subtexto muito interessante, onde vários personagens demandam dela um aumento da sua capacidade de empatia e gentileza que ela, de fato, precisa desenvolver pra tornar-se ainda mais poderosa. Muito legal Mesmo.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Esse título tá bem forçado, as melhores histórias de heróis tem críticas a coisas reais. Pra que esse desmérito com a indústria de heróis?

    Alguém que leia mais hqs que eu cita vários exemplos, o meu vai ter que ser o adolescente com problemas financeiros e que solta teia.

    Curtido por 3 pessoas

    • Não é demérito para os heróis, mas a questão aqui é que em “Jessica Jones” os super-poderes são secundários. O que move a trama é o abuso que ela sofreu, um tema bem “pesado” para um produto derivado de HQs de super-heróis

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      • As HQs por mais que não pareçam sempre têm uma espécie de denúncia social a fazer.
        Pode parecer pesado para uma HQ de super-herois, mas a HQ da “Jessica Jones” é basicamente isso. Uma das primeiras coisas que o Killgrave faz ao ter a Jessica sob seu poder e mandar que ela tire a roupa. A HQ da “Jessica Jones” é extremamente pesada (tanto que seu conteúdo é apenas para adulto) e trata muito do abuso que ela sofre nas mãos do Killgrave. Ele a agredia verbalmente, a obrigava a desejá-lo enquanto a fazia assisti-lo fazendo sexo com outras garotas, a obrigava a cometer crimes, etc. As coisas que ele faz com ela durante os 8 meses que a mantém com ele são bem pesadas em todos os sentidos são vários tipos de abuso todos juntos.

        Acho que o que me surpreende mais é que essa tenha sido a personagem escolhida para ser introduzida como a primeira protagonista feminina do universo cinemático da Marvel. Uma das maiores importâncias de estrearem com Jessica Jones para mim está no fato de que não escolheram iniciar o universo cinemático feminino com uma história com um mulherão usando roupas coladas, batendo em todo mundo todo o tempo e exalando sexualidade por cada poro e cada passo. Trouxeram uma personagem natural, crua, que apesar de seus poderes pode ser extremamente relacionável para qualquer outra mulher. E acho que a Melissa Rosenberg soube tratar muito bem da história.

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      • Natalia, eu entendi o título da matéria, porém é o tipo de frase que mexe com nichos específicos de modo íntimo. Super heróis em geral representam algo pros leitores assiduos. Boa parte dos “nerds clássicos”, aqueles que acompanham HQs a vida toda e possuem mais de 20 anos possuiram ou possuem problemas e que essas pessoas os relacionam intimamente com os personagens. Seja por crianças que sofrem abusos verbais na escola e se identificam com o Homem Aranha, seja por pessoas que são injustiçadas e encontram valores morais no Super Homem, seja nas minorias sociais que percebem links muito fortes entre X Men e a luta contra as discriminações que sofrem, os fãs não vão aceitar um “esqueça os super heróis”, porque foram com esses mesmos super heróis que essas pessoas aprenderam muito, e de onde tiraram forças pra encarar seus problemas. Eu mesmo tive SÉRIOS problemas até o final da minha adolescência para me relacionar com os outros, devido a abusos familiares na infância, e por isso 90% do que eu tenho como valores vieram justamente dos personagens de HQs. Então sim, pra essas pessoas, que os heróis representam MUITO, “Esqueça os super heróis” é um desmérito.

        O título tem impacto, e é correto: Jessica Jones é MUITO mais que apenas uma série de entretenimento, e honestamente, acho que poucas palavras poderiam se aplicar melhor. Mas entenda que muitas pessoas vão se sentir atingidas por isso mesmo que não seja sua intenção. É exatamente o que o Ronaldo disse no comentário dele. Seu texto é excelente, sua análise muito precisa, e Jessica Jones é a melhor transposição das HQs pro Universo Cinematográfico por diversos motivos, e um deles é justamente essa forte crítica social e moral que ela faz (maior até que em Demolidor), que é algo muito forte nas HQs e totalmente desprezada nos filmes. Porém o título diminui o que os heróis representam para pessoas como eu.

        Você não deve mudá-lo por isso. Afinal, muitas das pessoas que reclamaram também não mudariam certas posturas ao serem criticadas. Só queria explicar o lado de quem se sente afetado por uma escolha de palavras que é, na pior das hipóteses, ambígua.

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    • Exatamente. JJ é uma ótima série. Mas, diferente do que o texto sugere, não é nem de longe a pioneira a abordar assuntos reais em Hq’s e propor uma reflexão sobre esses temas. (Ou “cultura pop” como dizem hoje). Isso já é feito a décadas.
      Superman: Entre a Foice e o Martelo discutindo política, X-men, discutindo racismo, Batman sobre justiça etc, etc, etc…
      É uma ótima série, mas péralá!

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      • o que parece que ninguém entendeu ainda (ou não quer entender), é que na série “Jessica Jones” o abuso é uma questão central, que move a trama. a questão social não é um assunto paralelo, como acontece na maior parte das histórias que vocês todos citaram. e isso acontece de forma muito explícita, não através de uma metáfora, como, por exemplo, em X-Men. tá faltando interpretação de texto…

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  3. Quem postou decisivamente não sabe que a série nasceu de ALIAS, e muito menos conhece ALIAS.

    É muito errado julgar a indústria de super heróis sem conhecer estórias como as da jewel (aka jessica jones) e do luke cage.

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  4. Como muita gente disse lá em cima, a pessoa que escreveu esse texto deve ter só assistido o seriado e não lido as HQ’s.
    Me recuso a falar mais desse assunto desnecessário e POUQUÍSSIMA coincidência. Vão ler as HQs!
    (A propósito, no 1° ep Jess já vai flertando com Luke Cage se jogando toda em cima dele sem ao menos conhecê-lo. Se fosse ele se jogando em cima dela isso com certeza estaria aqui no texto, né? ai ai)

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  5. Natalia, gostei do texto, você realmente entendeu o que a série quer dizer.
    Apenas uma pequena ressalva! Quando você coloca o “esqueça os super-heróis” você pode estar diminuindo um símbolo. Um super-herói carrega consigo mais do que superpoderes, sei que não era essa a discussão, mas os super-heróis estão, faz quase um século (desde as pulp fictions), sendo protagonistas em lutas pelas minorias.

    Sei, também, que não foi seu objetivo, mas já notei que algumas pessoas estão levantando essa questão e eu mesmo me peguei pensando sobre o assunto.
    É apenas uma ressalva!
    Não há certo, nem errado.

    Seu texto ficou ótimo. Parabéns!
    Peço perdão pelo contato carregar um teor crítico.
    Parabéns mais uma vez!

    Abraço,

    Curtido por 2 pessoas

  6. O texto parece um tanto tendencioso. O Kilgrave abusa de todos ao seu redor, independente do sexo. Claro que o abuso da Jessica é o tema central, assim como o conflito interno do Matt é o tema central no Demolidor. Mas reduzir o Kilgrave a apenas isso significa ignorar toda a complexidade do personagem dele, da mesma forma que ignorar as intenções do Fisk para com a Cozinha do Inferno seria reduzi-lo a um mero chefe do crime genérico.

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  7. Bom o texto.
    Acho que seria válido vc considerar que o abuso, principalmente a partir do episódio 8 é bilateral.
    O abusado também se torna o abusador, quando este tem o poder para tanto.
    E isso normalmente vemos e vivemos atualmente: Os muitos oprimidos sentem a necessidade de oprimir.

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    • Não sei de onde você tirou que o abuso se torna bilateral na série. O que tem ali é principalmente vontade da Jessica de impedir o Kilgrave de abusar de outras pessoas. É também não sei de onde tirou essa ideia de que os muito oprimidos sentem a necessidade de oprimir. O que sentem é necessidade de se libertar da opressão, e isso sempre vai contra os interesses do grupo dominante, que usam argumentos falaciosos como o seu para tentar manter o poder.

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      • [SPOILERS]
        Presumindo que vc saiba do que está falando (ou seja, assistiu a série toda), então está sendo conivente com a turtura de Kilgrave (executada por Jéssica), com a exibição repetitiva de imagens dele sendo cobaia de experimentos pelos país, aplicando-lhe choques elétricos, e espancando-lhe pra fazer confessar a existencia de seus poderes.
        Daí tirei meu argumento que o abuso se torna bilateral.

        Agora, sobre meu outro argumento, que vc julgou falacioso, se realizares um pesquisa vai ver q isso é bem documentado em campos como Psicologia e Antropologia, sobre o oprimido se tornando um opressor.

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      • Como eu já havia dito, tudo isso que você coloca é vingança, não é abuso bilateral. É justiça com as próprias mãos, retribuição por todos os danos que o Kilgrave causou.
        Quanto aos oprimidos se tornarem opressores, quando você trouxer ARGUMENTOS válidos, de fontes confiáveis, pra essa colocação fascistoide, daí a gente pode começar a conversar.

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  8. Admito ter visto a série porque sou fã da personagem das HQs. “Uma série com a Jéssica Jones? Uau! Firme!”
    Fiquei puto porque muita história foda foi deixada de fora ou apenas citada por alto – apesar da referência a n situações das HQs dentro e fora do selo MAX terem me deixado bem feliz – e a série ter se centrado no puto do Kilgrave (era pro Justiceiro tê-lo matado [história de um arco não publicado no Brasil], mas o Demolidor não deixou, “pra nossa sorte”). Todavia, como estudioso de Semiótica e Literatura Comparada, entendo perfeitamente as mudanças de características no cenário, narrativa e personagens de um meio para o outro, patati, patatá, etc. Isso nao vem ao caso.
    Admito ter ficado admirado de como desenvolveram o arco “Névoa Púrpura” – considerado o mais importante devido ter mostrado a origem da Jones e sua ascensão e queda – pra toda uma temporada ligando n pontos das HQs do Bendis e mostrando como o Kilgrave é. Muita coisa da persaoangem me deixou puto, mas ler esse puto fez as mudanças de um meio ao outro fazerem muito mais sentido e todo o sentido na minha cabeça. Sim, eu não tinha visto pela abordagem feminista-humanista da questão.
    Ah, e a Jessica Jones devia ter continuado no universo MAX. Justiceiro idem.
    Pra fechar, as perguntas: Será que os pais do Kilgrave não eram cientistas da H.I.D.R.A. ou da I.M.A., pelos métodos que usavam? Será que os experimentos nele conduzidos o tornaram o que foi visto na série, ou potencializaram o que ele viria a ser?

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  9. Muito contente em saber que nós mulheres estamos sendo levadas em consideração, e não vejo uma forma mais inteligente que essa para demonstrar o que as mulheres que são vitimas sofrem e sentem. Uma série que já está na lista pra começar a ver logo, o blog está de parabéns e já ganhou mais uma seguidora!!!
    #ninichristie

    Curtido por 1 pessoa

  10. Texto excelente! Como fã de quadrinhos, entendo porque o “Esqueça os super-heróis” do título gerou um certo desconforto para alguns leitores. Para quem lê HQs há muito tempo é muito fácil citar exemplos de trabalhos que discutem os mais diversos temas sociais utilizando personagens icônicos como protagonistas. Mas, além de concordar que estamos falando de uma mídia com maior alcance, interpretei que a sua intenção é frisar ao grande público (que não lê HQs) que a série não se trata APENAS de super-heróis, que trata de temas mais profundos, sérios, que podem gerar identificação, e isso é a mais pura verdade. Parabéns pela análise!

    Curtido por 1 pessoa

  11. Demérito por favor…..desmerito não existe. HQ também é cultura gente….vamos praticar. No mais ótimo texto. Como fã de HQ principalmente dos personagens mais humildes, não senti que o título é tendencioso ou menospreza os outros heróis. Afinal são distinções de pensamento, heroísmo e a luta individual de cada herói e a pessoa antes do herói. O indivíduo e suas lutas psicológicas sem a intervenção de poderes.

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  12. a melhor amiga da protagonista surpreende justamente por fugir da imagem de mocinha loira, linda e frágil. — isto é a ideia deles de criatividade, de fuga ao cliché? talvez para alguém completamente formatado pela industria comercial.

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  13. Olha, não é por nada não mas conseguiram pegar uma série e dar uma “leve” distorcida em alguns detalhes para chegar a conclusão sobre isso. Se for assim, Lucy também é sobre uma mulher que sofre abuso, a história da mãe da Diana, a mulher maravilha, a Shaiera, a Mulher Gavião, também tem seus trechos de abusos, abandono e superação, etc.

    Homens também tem, como o pequeno Bruce Wayne, na série Gothan, quando a Selina mata no lugar dele. A Fish, a mafiosa da série também teria cunho feminista, entre outros vários exemplos.

    Mesmo apoiando a causa, pegar uma história e distorcê-la é meio complicado.

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  14. Uma coisa que gostaria de dizer é que gostei da forma como o relacionamento da advogada é retratado. São um casal e tem problemas que afetam casais, é um relacionamento como qualquer outro.

    Eu gostei muito da protagonista, deram uma complexidade grande e um desenvolvimento de personagem muito bom!

    O Ator que fez o Kilgrave mandou muito bem, mas o roteiro ajudou muito! Neh? Fala sério ele vai aparecer de fato no episódio 5 pra frente e no segundo você já o odeia com todas suas forças!

    Netflix mantendo o alto nível de suas séries!!!

    Curtido por 1 pessoa

  15. As séries próprias do netflix geralmente têm alguma ideologia socialmente consciente pouco ou mal explorado pela mídia: Orange is the New Black tem feminismo evidente; Demolidor tem discurso forte contra pena de morte; Sense 8 joga a homofobia no lixo.

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