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Vamos falar de Bombril? Ou: isso aí é machismo, meu filho!

Imagem da propaganda da Bombril com Mônica Iozzi, Ivete Sangalo e Dani Calabresa

Imagem da propaganda da Bombril com Mônica Iozzi, Ivete Sangalo e Dani Calabresa

Propaganda de produtos de limpeza inevitavelmente deixa qualquer feminista de cabelo em pé. É sempre um festival de clichês machistas. Nem quando as empresas e os publicitários tentam ser menos misóginos, eles conseguem acertar.

A Bombril teve a “brilhante ideia” de colocar Monica Iozzi, Ivete Sangalo e Dani Calabresa zombando da incapacidade dos homens. E deu ruim, em todos os sentidos.

Consumidores (homens, claro) foram reclamar ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentaçâo Publicitária) que a marca está fazendo “discriminação de gênero” e “deboche da figura masculina”. Risos. Muitos risos.

Assistam à propaganda e tirem suas próprias conclusões:

Pra mim, parece piada o fato de ter gente vendo misandria na propaganda, quando ela grita MACHISMO, MACHISMO, MACHISMO!

Vamos desenhar pra quem não tiver entendido:

1. Temos duas humoristas e uma cantora famosa na propaganda porque produtos de limpeza são pra ser usados por mulheres, néam? Claro que não! Mulheres trabalham fora tanto quanto homens e já passou da hora da sociedade colocar os cuidados com a casa como obrigação masculina também. Por que as mulheres têm que se exaurir na dupla jornada, enquanto os homens chegam em casa, colocam o pézão em cima da mesinha de centro e ligam a TV? Já deu, né?

2. O mito da “supermulher” virou coisa de “diva”. Ivete diz: “A gente arrasa. Arrasa no trabalho, faz sucesso o dia todo e ainda deixa a casa brilhando. É por isso que toda brasileira é uma diva”. Sorry, mas eu não preciso disso tudo aí pra ser diva, não. Depois de trabalhar o dia todo, eu quero mais chegar em casa e me jogar no sofazão. E pra ter tempo de fazer isso, só dividindo as responsabilidades com o namorido.

3. Por que a mulher tem que deixar a casa brilhando? Que raios de medida é essa em que a limpeza e organização da casa determinam o valor de uma mulher? De fuder, né?

4. Que as mulheres ainda fazem mais trabalho doméstico, é fato. Além das oito horas diárias de jornada fora de casa, no Brasil, nós ainda dedicamos 25 horas por semana às tarefas “do lar”, em média, enquanto os homens gastam só 9. São 16 horas a mais! Em vez de reforçar esse comportamento, por que a Bombril não faz uma série de anúncios colocando a homarada pra ralar a bundinha na limpeza? “Esses daí, nem com todos os produtos da Bombril pra ajudar na casa”, diz Ivetão. Oi??? A propaganda ainda por cima desestimula o homem de assumir as tarefas domésticas! Tem que se corresponsabilizar sim (sem essa de “ajudar”), com ou sem produto da Bombril! Vamos mudar esse discurso aí, minha gente!

A Bombril disse em nota que a campanha “foi desenvolvida para valorizar o protagonismo feminino” e que o vídeo “usa uma linguagem bem-humorada para ressaltar o valor da mulher na sociedade brasileira”. Fala sério, né?

Pelo visto, a empresa não entende absolutamente nada de protagonismo feminino e parou lá no século 19 ao ligar o “valor da mulher” à capacidade de manter a casa brilhando.

Bora reclamar pro Conar também?

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31 pensamentos sobre “Vamos falar de Bombril? Ou: isso aí é machismo, meu filho!

  1. Voce desde o 1 topico nao se mostra totalmente honesta. Reclama de ter mulheres no anuncio do produto de limpeza, mas se esquece que o garoto propaganda dessa marca foi um homem por mais de 3 decadas… nao acho que o publico alvo desses que deveriam ser anuncios divertidos, como varios da assolan no periodo, se feitos do modo correto, sejam apenas as mulheres… varios homens moram sozinhos por exemplo, para nao falar dos varios que repartem as tarefas domesticas…

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    • Ué, tem que falar de todas as propagandas da Bombril até hoje pra poder criticar essa? Fora que o fato de ter tido um homem como garoto propaganda não muda o fato de que os anúncios sempre foram machistas –no sentido que sempre se voltaram pras “donas de casa”, reforçando a ideia de que trabalho doméstico é “coisa de mulher”. O fato de existirem homens que moram sozinhos e uns poucos que dividem as tarefas também não alivia pra essa propaganda, que não é voltada pra eles, mas novamente reforça esses estereótipos ultrapassados sobre os papéis de gênero.

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  2. Pelo amor de todos os deuses e deusas, deixem de encher o saco por pouca coisa!!! O anúncio e engraçado e divertido. Quem faz análise sociológica de anúncio de produto de limpeza deve se preocupar com coisas sérias como a situação econômica do Brasil,a violencia no mundo etc. Que pena que vcs perderam a leveza , a alegria e o senso de humor, assim como o senso de ridículo.

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    • Denise, análise sociológica deve ser feita sobre qualquer coisa, inclusive anúncio de produto de limpeza. É muita ingenuidade achar que uma propaganda feita com mulheres tão famosas e que passa para milhões de espectadores na TV não tem o poder de influenciar como as pessoas pensam. Por isso seria importante a publicidade abraçar uma postura responsável de passar mensagens que ajudem a sociedade a evoluir, não a andar pra trás. A gente ainda tem muito senso de humor, como dá pra ver no tom piadista do texto, mas a gente está muito preocupada com uma coisa muito séria, que é fazer um país e um mundo melhor pras mulheres, que também seria um mundo melhor e menos violento pra todo mundo, você pode ter certeza 😉

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      • Aí que está o problema. Enquanto não assimilarem que acima de “mulher independente” ou “homem da casa” nós somos SERES HUMANOS, o problema vai continuar a existir, pq “eu, machista aproveitador” não vou ceder a uma “feminazi inconsequente, como vc”.

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      • Como eu já disse, essa história de que “somos todos humanos” é uma grande balela, que só faria sentido em um mundo em que todos os seres humanos fossem tratados da mesma maneira e tivessem as mesmas oportunidades e direitos, o que obviamente não acontece. Recomendo a você um estudo mais aprofundado de antropologia e sociologia, para poder compreender a dinâmica das desigualdades e opressões.

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  3. O fato é : as mulheres que sempre arrumaram a casa e foram as responsaveis pelos afazeres domestico e isso não vai mudar se você não conversar com o seu parceiro , vocês fala de evolução da mulher mais gosta de criticar tudo. Vocês cada dia que passa estão mais chatas.

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    • 1.: as mulheres sempre foram responsáveis pelos afazeres domésticos porque a sociedade impunha esse papel pra gente, não porque a gente quer. 2.: só falar com os parceiros não adianta nada, porque eles são criados achando que trabalho doméstico é coisa de mulher, as mães e pais não ensinam que também é responsabilidade deles; 3.: a mídia e a sociedade ainda continua reforçando essa ideia de que a mulher tem que dar conta de trabalhar fora e ainda cuidar da casa. Por que? Ao contrário do que a propaganda da Bombril diz, os homens não são incapazes de cuidar da casa, apenas estão muito mal-acostumados, desde sempre. É exatamente por isso que propagandas como essa são tão negativas.

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      • Tenho que discordar de praticamente tudo que escreveste, mesmo concordando com a causa, pois sei o quão retrógrada é a mentalidade do brasileiro. Mas vamos lá. 1. As mulheres sempre tiveram funções de organização, arrumação e preparo do habitat onde viviam por razões obvias; sua estrutura física impediam-las de atividades intensas como a caça. Desde os primórdios, enquanto os homem das cavernas saiam em busca de alimento para a sobrevivência de ambos, a digníssima tomava partido de outra funções, como colheita de frutos, amamentação das crias, etc… Portanto isso esta embutido no DNA dos seres humanos, não é algo criado por acaso. 2. Conversa é fundamental, uma vez que isto em causa não faz parte da nossa cultura. Se a conversa não funcionar, penso que tens livre arbítrio para escolher alguém com alguma capacidade cognitiva suficiente para entender que já não queimamos bruxas, pois evoluímos. 3. A sociedade não reforça ideia nenhuma, simplesmente transparece a cultura e costumes adquiridos pelas pessoas de certa localidade/país. E a mídia simplesmente busca seguir esse padrão pois seu intuito fundamental é VENDER! Não faria sentido uma marca como Loreal fazer publicidade de um produto de beleza inclinado para os homens que adoram uma carne gordurosa acompanhado de um bom jogo de futebol. Assim como marcas de cerveja não apelam para as “donas de casa”. Isso é negócio, e eles querem dinheiro, não se interessam pelos direitos iguais de um sociedade moderna e evoluída. E por fim, esse tipo de critica que fazes aqui, não mudará em nada a situação feminina no Brasil. Não adianta criticar com balelas e falácias para o ego feminino, pois assim ninguém aprende nada ou compreende de vez por todas que somos uma espécie incrível capaz de entender e aceitar suas diferenças sem priorizar gêneros, raças, cores ou nacionalidades. Ps. E sim, sou eu quem mais cuido dos afazeres da minha casa 😉

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      • 1. Se você tivesse lido Simone de Beauvoir, saberia que essa ideia de um determinismo biológico para o papel dos gêneros já foi superada há muito tempo. Além disso, hoje temos conhecimento de algo que se chama neuroplasticidade. Ou seja, sabemos que a configuração do cérebro é moldada ao longo da vida de acordo com os estímulos que ele recebe. Dessa forma, podemos dizer que não é o fato de ser mulher que determina as capacidades de alguém, mas sim as experiências e estímulos que a pessoa recebe ao longo da vida. Nada disso está embutido em DNA nenhum. Acreditar nisso é de uma grande ignorância.
        2. Preconceito e opressão não se muda somente conversando com o parceiro. Você pode até conseguir fazer aquela pessoa rever seus próprios privilégios, mas a cultura como um todo vai continuar sendo opressora.
        3. Já ouviu falar de patriarcado? É uma estrutura da sociedade que existe para manter os privilégios do grupo dominante –no caso, os homens brancos heterossexuais. Cultura não é soles manifestação de costumes, é algo formado por estruturas e disputas de poder, onde existe sempre grupos hegemônicos e grupos subalternos. Você deveria estudar um pouco de antropologia antes de falar tantas bobagens. A mídia, como setor historicamente controlado pelas elites, serve sempre o propósito de reforçar a cultura dominante. E embora o propósito da publicidade seja vender, felizmente já vivemos em uma época em que é possível exigir responsabilidade das grandes empresas –responsabilidade social, inclusive, o que inclui exigir que tais publicidades não reforcem estereótipos prejudiciais a determinados grupos. Um exemplo bem óbvio é: imagine que a propaganda fosse feita por pessoas negras, com a mensagem implícita de que os negros são melhores no trabalho doméstico?
        4. Qualquer crítica que evidencie injustiças e mensagens negativas é válida, ajuda as pessoas a tomarem consciência de que existem grupos que ainda são colocados em posições subalternas. E essa história de que “somos todos humanos” é uma grande balela, que só faria sentido em um mundo em que todos os seres humanos fossem tratados da mesma maneira e tivessem as mesmas oportunidades e direitos, o que obviamente não acontece.

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      • Natalia, tente deixar seu lado autarca a parte e tente ser mais imparcial nos teus argumentos. Conversar com você, está sendo o mesmo que tentar dialogar com um muçulmano extremista. A cada resposta sua, vejo o quão “feminazi” você está sendo. Vivo em culturas mais evoluídas à 15 anos e as coisas que aqui escreves simplesmente mostra o quão fechada sua mente é. Odeio extremismos. Coitado do macaco que chamam de preto; coitado do veado que chamam de gay; Misericórdia dos livros de contos que chamam de bíblia, alcorão, etc..; Suas atitudes feminazis acabam por ser igual ou pior que as atitudes machistas nos dias de hoje. E não leia apenas o que lhe convém enquanto ideologia, abra perspectivas, avalie e reconsidere argumentos. E reconsidere a forma de influenciar as “senhoras de casa”, “indefesas”, “oprimidas” pelo marido machista. De conhecimento a estas pessoas, não ideologias extremistas onde as mesmas se perderão uma vez que seu blog deixar de existir.

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      • Cara, estou muito longe de ser feminazi, termo este que é de uma absurda distorção histórica ao tentar colocar feministas no mesmo patamar de nazistas (que, aliás, não tinham nenhum apreço pelas feministas). O que é difícil, quase impossível, é dialogar com pessoas incapazes de reconhecer seu lugar de privilégio, como é o seu caso. Pessoas que nunca fizeram parte de setores oprimidos e vêm dizer que opressão não existe. Sinceramente, não tenho paciência pra gente assim, que vem dizer que o que eu vivo todos os dias –e o que outras mulheres vivem muito mais– não existe. Expor os machismos grande e pequenos presentes na cultura (e nessa sua mentalidade) é importantíssimo para uma mudança de consciência sobre o lugar da mulher na sociedade. E quem precisa diversificar as leituras parece ser você. Aliás, o que você lê? Por que seu discurso não tem base nenhuma. Esse seu discurso de que somos “seres humanos” acima de tudo só faria sentido em uma sociedade em que todos os seres humanos fossem tratados igualmente, o que obviamente não é o caso. É desonestidade intelectual da sua parte argumentar dessa forma. E a esperança é que as mulheres consigam se empoderar sozinhas para se oporem à opressão, sem necessidade de se apoiar o tempo todo no meu ou em qualquer outro blog.

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  4. “Consumidores (homens, claro) foram reclamar ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentaçâo Publicitária) que a marca está fazendo “discriminação de gênero” e “deboche da figura masculina”. Risos. Muitos risos.”

    Parei de ler aí… Zzzzz
    Foi feio sim, descriminou e generalizou o HOMEM SIM!
    E VOCES AINDA DIZEM GRITAR POR IGUALDADE!
    IGUALDADE para mim e não desmerecer os homens e não acreditar que não teve PRECONCEITO contra eles
    Teve mais machismo do que misandria?
    Vocês PODIAM FALAR que teve OS DOIS!
    MAAAS NAO!!! PREFEREM DIMINUIR O PROBLEMA DA MENOSPREZAÇÃO PARA RESSALTAR OS SEUS ZZZZzzzz

    Quer IGUALDADE?
    ENTÃO pare de MENOSPREZAR os problemas e preconceitos de AMBOS OS SEXOS!

    “Aiaia Risos”
    Zzzz

    Ninguém deve ser desmeracido só por causa do sexo…

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    • Akira, o texto em momento algum desmerece os homens, mas, sinceramente, uma piadinha sem graça sobre os homens serem “divagar” não é misandria. A propaganda não reforça um comportamento que oprime os homens –ou você acha que não precisar fazer o trabalho doméstico é uma grande opressão? Só seria misandria se tivesse a ver com opressão, o que não é o caso. Essa defesa que você faz da igualdade se chama FALSA SIMETRIA. A nossa sociedade não desmerece os homens por causa do gênero. Pelo contrário, eles são muito mais valorizados com as mulheres e a eles são concedidas muito mais liberdades que a nós. Não é uma piada ruim que muda isso. Além disso, o Conar nunca investiga e muito menos pune as milhares de propagandas misóginas que existem por aí, muito mais misóginas até do que essa da Bombril –não vou nem começar a falar da tal da cerveja Proibida, que tem como slogan “pegue essa gostosa você também”. Igualdade seria se o Conar punisse todas as propagandas desse tipo. Simples assim.

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  5. Vamos ver do nosso lado então, detesto essa briga de gêneros por coisas tão pequenas mas você se lembra das primeiras propagandas feita pela calabrezza, pela Mônica e pela Marisa orth para a bombril? Eu poderia fazer uma lista bem major que a sua sobre o quanto elas agridem a figura masculina. Mas não, sei interpretar o tom irônico e publicitário, então vou arrumar coisas melhor pra fazer. Tipo limpar a casa aqui, moro sozinho e uso bombril, mesmo marca “desfavorecendo” a figura masculina.
    #ficaadica

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    • Gente, o texto não defende “briga de gênero”! Ele apenas aponta algo na propaganda que é negativo para as mulheres. E entenda uma coisa: humor serve para fazer piada sobre os privilegiados, que, nesse caso, são os homens. Humor feito assim é uma bem-vinda subversão. E a figura masculina não é agredida por propagandas que reforçam o papel da mulher como responsável por cuidar da casa. Pelo contrário. De novo: esse seu argumento se chama FALSA SIMETRIA. E parabéns para você, que limpa a casa, mas a sua atitude individual não muda o fato de que essa cobrança ainda recai totalmente sobre as mulheres. O homem que “ajuda” em casa ou mora sozinho e cuida da casa é visto como herói, enquanto a mulher “não faz mais do que a obrigação”. Os homens precisam parar de mimimi “agridem a figura masculina”, mimimi “briga de gênero” e reconhecer o quanto são privilegiados pela nossa sociedade machista.

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  6. Sobre a moça de 22 anos que teve suas mãos decepadas por um namorado abusivo quando tentou terminar o relacionamento , ninguém fala nada. Ficar discutindo picuinhas é pop pop pop ( e inutil, inutil inutil)

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    • é inútil discutir práticas que ainda são vistas como normais, mas que oprimem as mulheres em vários níveis? o que está em questão aqui não é a propaganda em si, mas a mensagem que ela passa de que as mulheres ainda têm que assumir a dupla jornada fora e dentro de casa. tanto isso quanto violências reais como o caso da moça atacada pelo namorado são partes diferentes do mesmo problema, que é o machismo. quando o machismo resulta em violência, é fácil entender que está totalmente errado. mas o machismo está nas pequenas coisas também, e temos que discuti-las pra colocar isso em evidência e tentar erradicar essa visão de mundo equivocada em todas as suas dimensões.

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    • São coisas completamente diferentes, ao meu ver. Tb teve o caso da médica que decepou o pênis do noivo, quando esse tentou terminar o noivado. Não sei se pode-se pegar casos tão extremos e misturar com coisas do dia a dia. Me parece, nesses casos violentos, algum distúrbio mental.

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      • olha, Gabriel, não dá pra considerar como “distúrbio mental” algo tão frequente quanto violência doméstica contra as mulheres. a mulher que cortou o pênis do ex-noivo é uma exceção em meio de centenas de casos em que maridos, namorados e ex agridem suas parceiras ou ex-parceiras. isso só ocorre porque nossa sociedade é machista e ainda coloca que a mulher tem que se submeter às vontades dos homens. por isso tantos homens se acham no direito de agredir quando isso não ocorre. é bem mais complicado.

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  7. E de cair o c* da bunda essa galera que fala mimimi momomo whiskas sachet coisa pouca bobagem. Bobagem o cacete. Eu e um monte de amigas minhas vivemos mortas de cansada porque somos ‘divas’…cuidamos da casa e das crianças ‘pq’ mulher sempre vez tudo, além de trabalhar…Porque ter 3, 4 turnos extras de trabalho não remunerado nem afeta a nossa vida…nem o descanso, o tempo para fazer exercicios, um curso, nada. Acho o máximo. SQN. Conversar com parceiro? Eu praticamente não conheci homens que não esteja perfeitamente satisfeito em sobrecarregar a parceira com trabalho E reclamar do mal humor dela. Dá uma ajudinha ocasional e se sente virtuoso…mas assumir responsabilidades que é bom….

    Ai me vem uma galerinha: aim, mais voceis são chatas…Melhor ser chata do que um ser explorador e folgado que jura que pelo fato de ter um pinto tem o direito divino a ser servido pelo trabalho não-remunerado das mulheres. Não? Eu deveria ficar calada, achar legal e estar sexy pro folgado né? E malhar ainda, das dez a meia noite, depois que arrumei a casa e as crianças dormiram. E nem venham com o da empregada, porque ela também é uma mulher e também, adivinha…é ‘diva’.

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  8. Natalia, acho que você está sendo muito feminista, e moralista. Parece que voce tem rancor até do sexo oposto, e está generalizando dizendo que TODOS OS HOMENS SÃO MAL ACOSTUMADOS E QUE NÃO AJUDAM EM CASA. Eu sou casada, e tenho um marido que me ajuda muito em casa, e que sinceramente gosta mais dos afazeres de casa do que eu. O mundo está em constante evolução, e realmente, na época da minha vó eram as mulheres as responsáveis pelos serviços caseiros, mas isso mudou. Achou que a propaganda da Bombril desenvolveu uma grande guerra de sexos por nada, e sinceramente, existe coisas muito mais importantes para se preocupar nessa altura do campeonato.

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