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“Divertida Mente” e “Procurando Dory”: As novas meninas da Pixar

Cena de "Divertida Mente" (Pixar)

Cena de “Divertida Mente” (Pixar)

Quando “Divertida Mente” chegar aos cinemas em julho de 2015, será apenas a segunda vez que a Pixar terá uma protagonista feminina. Desde o lançamento de “Toy Story” (1995), a produtora de animação mais amada do mundo teve apenas “Valente” (2012) centrado em uma garota –que, convenhamos, cumpriu muito bem o papel de mostrar às meninas do mundo todo que não precisam se conformar com os papéis que a sociedade reserva para elas. Isso está prestes a melhorar com os lançamentos de “Divertida Mente” e “Procurando Dory” (agendado para 2016). E da melhor maneira possível: as protagonistas das duas animações são personagens que poderiam ser do sexo masculino sem nenhuma alteração significativa na trama. Mas o estúdio escolheu que fossem meninas –e meninas que não são definidas por papéis tradicionalmente femininos na sociedade (mãe, esposa etc.).

A peixinha Dory, protagonista de "Procurando Dory" (Pixar)

A peixinha Dory, protagonista de “Procurando Dory” (Pixar)

No caso de “Procurando Dory”, todo mundo já conhece a protagonista: é a peixinha com problemas de memória, que fica amiga de Marlin e o ajuda a encontrar Nemo. Só que desta vez são Marlin e Nemo que ajudam Dory a encontrar suas origens, em um centro de preservação da vida marinha na costa da Califórnia. Já em “Divertida Mente”, as protagonistas são a garotinha Riley e duas das emoções que vivem em sua mente: Alegria e Tristeza. Junto com Medo, Raiva e Nojinho, a Alegria e a Tristeza controlam as reações e comportamentos de Riley a partir de um centro de comando. Mas a chegada da adolescência e uma mudança de cidade provocam uma confusão que colocam as duas emoções para fora do centro de comando e em uma jornada pela mente de Riley. Temos aí duas ideias interessantes: uma protagonista feminina –e que não é tradicionalmente feminina: é muito sapeca, joga hockey etc.– e, como pano de fundo, questões interessantes para uma animação infantil –psicanálise, neurociência e até depressão. “Acho que é muito corajoso fazer um filme em que é a Tristeza quem salva o dia”, contou para mim o presidente da Pixar, Jim Morris. “A Alegria sempre tenta arrumar as coisas, mas é a Tristeza quem colabora para que tudo funcione. E é uma ideia complexa, estávamos muito preocupados. Mas fizemos uma exibição com algumas crianças e elas todas entenderam tudo”.

Cena de "Divertida Mente" (Pixar)

Cena de “Divertida Mente” (Pixar)

A ideia do filme veio a partir da observação de uma criança real, a filha do diretor Pete Docter. “Pete Docter observou sua filha crescer, e ela era essa criança feliz. Mas, de repente, entrou na pré-adolescência e começou a ficar pelos cantos, amuada. Ele se perguntava: ‘o que aconteceu com a minha garota?'”, conta Morris. “Mas o que levou Pete a essa ideia, depois de pesquisar, é que, mesmo que queiramos que as pessoas sejam felizes e alegres, elas têm que ficar tristes às vezes. E ele percebeu que tinha que deixar sua filha passar um pouco por aquilo para ajudar no processo de crescimento e em seu equilíbrio. Ela não tinha que ser sempre feliz e animada. Há algo curativo em chorar e passar por um período de tristeza para chegar ao próximo estágio”. Ousado, né? Para melhorar, Amy Poehler é a dubladora da Alegria na versão original, que também conta com a voz de Mindy Kaling (como a Nojinho). Dá uma olhada: http://www.youtube.com/watch?v=6Ywv_PhFv_4

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